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Troféu do GP de São Paulo de Fórmula 1 homenageia som dos motores e referências brasileiras

A peça de quase seis quilos, feita em titânio puro, foi criada com alta tecnologia e incorpora elementos do Autódromo de Interlagos, da música e do mapa do Brasil.

A Fórmula 1 revelou o troféu oficial do GP de São Paulo, marcado para o período de 6 a 8 de novembro no Autódromo de Interlagos. Com peso próximo a seis quilos e produzido em titânio puro, o troféu destaca-se pela inspiração no som característico dos carros da categoria e pela riqueza de referências nacionais.

A confecção da peça, que levou mais de dez meses para ser concluída, utilizou uma tecnologia avançada conhecida como "Fusão Seletiva a Laser". Esse método corresponde a uma forma de impressão 3D aplicada em metal, empregando um laser de alta potência para fundir o material.

Design que une história esportiva e elementos culturais

O formato do troféu remete a um coletor de escapamento dos motores V10, famosos pelo som potente que marcou épocas da Fórmula 1. O desenho integra cinco tubos que se unem formando curvas que evocam a pista de Interlagos e símbolos do automobilismo brasileiro.

Na parte superior, detalha-se a curva "S do Senna", considerada icônica. Sob outras perspectivas, a estrutura pode ser associada a movimentos como a bandeirada final da prova, além de sugerir notas musicais, referenciando a tradição nacional da música e o ruído dos motores.

Quando visto frontalmente, o troféu se assemelha ao mapa do Brasil, com as zebras das pistas de corrida desenhadas na base da peça. O caráter anti-horário das linhas complementa a alusão ao traçado único do circuito paulistano, sendo a única etapa do calendário de Fórmula 1 com esse sentido.

Detalhes técnicos e produção

O troféu mede 55 centímetros de altura, 22,5 centímetros de largura e 24,3 centímetros de profundidade. Sua produção foi dividida entre São Paulo e Joinville, em Santa Catarina, locais que contam com maquinário estimado em cerca de R$ 60 milhões.

O projeto é obra dos designers Fabio Castellotti, Fernando Lambiasi e Gabriel Scholab, que explicam as múltiplas interpretações visuais possíveis do troféu, incluindo elementos que remetem às iniciais da cidade de São Paulo ("S" e "P"), linhas musicais, e formas que lembram mão ou fibras musculares.

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