Pular para o conteúdo

Lewis Hamilton destaca importância do retorno da Fórmula 1 à África e reforça luta por conscientização sobre os desafios do continente

O piloto da Ferrari celebrou a volta da Fórmula 1 ao continente africano após 37 anos, ressaltando a importância de não ignorar problemas sociais e históricos da região, além de defender a união dos países africanos.

Durante coletiva de imprensa na véspera do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2026, Lewis Hamilton comemorou o anúncio do retorno da Fórmula 1 ao continente africano, após um hiato de 37 anos. O heptacampeão destacou que a presença da categoria na África não deve ser vista como um esquecimento dos desafios enfrentados pela região.

"Ir para lá não significa que você esteja negligenciando as coisas que estão acontecendo lá. Espero que muitas pessoas comecem a se informar sobre o que aconteceu ao longo de centenas de anos, e que isso dê início a uma conversa", afirmou Hamilton.

Reconhecimento dos desafios históricos e atuais

Hamilton ressaltou que a África merece sediar um Grande Prêmio e chamou a atenção para a importância de incluir a história do continente nos currículos escolares do Reino Unido, mencionando que muitos problemas enfrentados atualmente têm origem no colonialismo e nas intervenções ocidentais.

Além disso, o piloto da Ferrari clamou pela "libertação" de países como Congo, Sudão, Síria e Palestina, enfatizando o desejo por paz na região.

Hamilton destacou também a potência do continente, citando a influência africana no design de marcas renomadas e a riqueza de seus recursos naturais. Ele expressou esperança de que os países africanos se unam para aumentar sua força e influência, apesar dos obstáculos existentes.

Retorno da Fórmula 1 e construção do circuito em Ruanda

A Fórmula 1 oficializou, em outubro de 2026, um acordo de dez anos com Ruanda para sediar o Grande Prêmio da África, marcando o retorno da categoria ao continente desde 1993. O evento deverá estrear entre 2030 e 2031, no novo circuito permanente planejado em Bugesera, cerca de 40 quilômetros da capital Kigali.

O projeto do Rwanda International Circuit foi idealizado pelo ex-piloto Alex Wurz em parceria com o escritório do engenheiro Hermann Tilke, renomado por projetar diversos autódromos da Fórmula 1. O traçado incluirá curvas de média e alta velocidade, inspirado em circuitos tradicionais da categoria.

O último GP realizado na África ocorreu na África do Sul, no autódromo de Kyalami, em 1993, com vitória do francês Alain Prost na época piloto da Williams.

Tags: AutomobilismoFórmula 1Grande Prêmio da ÁfricaLewis HamiltonRuandaÁfrica

Comentários

Comentários exclusivos para quem tem conta

Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.

Veja também