Fórmula 1 anuncia novo GP da África em Ruanda com circuito em Bugesera a partir de 2030
A Fórmula 1 confirmou o retorno ao continente africano com a construção de um autódromo em Bugesera, Ruanda, que promete um traçado intenso com 17 curvas e grande variação de elevação.
A Fórmula 1 comunicou na terça-feira (13) que voltará a realizar um Grande Prêmio na África depois de mais de 30 anos, desta vez em Ruanda, mais especificamente no distrito de Bugesera. O evento deve ingressar no calendário a partir de 2030, aproveitando a construção do novo autódromo próximo ao Aeroporto Internacional de Kigali, previsto para ficar pronto no início de 2028.
Projeto inovador aproveita relevo local
O circuito será projetado pelas empresas Wurz Designs, liderada pelo ex-piloto Alexander Wurz, e Tilke Engineering, do arquiteto Hermann Tilke, que assina diversos traçados do campeonato atual. Em vez de um circuito urbano, foi escolhida a localização em Bugesera por sua topografia única, com duas colinas e um lago, elementos que permitirão o aproveitamento natural do relevo para criar um percurso desafiador e visualmente atrativo.
Wurz destacou que o local já possui uma topografia ideal sem a necessidade de grandes intervenções, e que a pista buscará representar a bela paisagem africana de Ruanda.
Detalhes técnicos do circuito
Segundo as primeiras informações divulgadas, o autódromo terá aproximadamente 6 km de extensão, com 17 curvas e o sentido anti-horário. Uma diferenciação importante será a amplitude da elevação: o circuito terá variações de até 197 metros em uma volta, incluindo uma reta com aclive maior do que a famosa subida de Eau Rouge, em Spa-Francorchamps. A pista também contará com curvas inclinadas semelhantes às de Zandvoort (Holanda) e Madrin (Espanha).
Tilke ressaltou a presença de uma reta superior a um quilômetro, que deve favorecer ultrapassagens com frenagens fortes ao final, e o traçado integrará a natureza local, passando próximo ao lago com sequências de curvas rápidas.
Altitude e desafios técnicos
Localizado cerca de 1500 metros acima do nível do mar, o circuito será o segundo mais alto do calendário, atrás apenas do Autódromo Hermanos Rodríguez, no México. Essa altitude afetará o desempenho dos motores e a aderência dos carros devido ao ar rarefeito, tendência que deve influenciar as estratégias das equipes.
Infraestrutura e uso multi-eventos
O paddock terá construções inspiradas na arquitetura tradicional de Ruanda, com visual típico de terra vermelha e filosofia que remete a uma vila. Além das corridas, o autódromo está planejado para receber shows e outros eventos, ampliando seu uso para além do automobilismo.
O novo GP da África será a primeira etapa na região desde 1993, quando o GP da África do Sul em Kyalami marcou o último encontro na Fórmula 1 no continente, vencido por Alain Prost.
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