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Fabi Alvim relembra início no vôlei em Irajá e trajetória até o Hall da Fama

Bicampeã olímpica, Fabi conta como começou a jogar vôlei em uma quadra de condomínio no Rio e sua evolução até se consagrar como a melhor líbero do mundo.

Fabi Alvim, bicampeã olímpica e recém-induzida ao Hall da Fama do vôlei, começou sua trajetória esportiva aos 12 anos em uma quadra de condomínio no bairro de Irajá, Rio de Janeiro. Apesar de ser a única garota no grupo que jogava por ali, Fabi persistiu e logo se destacou entre os jovens do local.

Primeiros passos e o apoio dos vizinhos

Filha de uma manicure e de um taxista, Fabi gostava de estar nas ruas e praticava futebol e vôlei em sua comunidade. Um ex-vizinho, Marcelo da Silva, deu a ela a primeira chance de jogar em dupla, incentivando sua participação e reconhecendo seu talento desde cedo.

Do condomínio ao Flamengo

A transição do jogo informal para o ambiente dos clubes aconteceu quando Fabi participou de um torneio feminino no estacionamento de um shopping em Madureira. O técnico Marcos Redivo, que trabalhava nas categorias de base do Flamengo, percebeu seu potencial e a convidou para os treinos no clube. Inicialmente jogava como central, uma posição em que saltava alto e mostrava forte capacidade de ataque.

A descoberta da posição de líbero

Até 1998, a posição de líbero não existia. Quando foi criada, seu técnico Jacques Araújo Neto sugeriu que Fabi, então com 18 anos e altura menor em relação a outras jogadoras, migrasse para esse papel defensivo. Apesar de relutante em aceitar a mudança, ela se convenceu com o apoio de sua mãe e passou a se destacar nesta nova função.

Carreira e legado

Após passar por clubes como Macaé, Flamengo, Vasco e Rio de Janeiro (atual Sesc-Flamengo) sob comando de técnicos como Bernardinho e Luizomar de Moura, Fabi se firma como a maior líbero da história do vôlei mundial. Para ela, a posição de líbero representou uma forma de olhar o esporte e a vida com altruísmo e dedicação, já que não é responsável por marcar pontos diretamente, mas por defender e ajudar o time.

Fabi acredita que sua trajetória na nova posição que surgiu há pouco mais de duas décadas reflete uma quebra de padrões no esporte e inspira muita gente que enfrenta desafios semelhantes.

Tags: Fabi AlvimHall da FamaSuperliga 2026lìberovôlei

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