Presidente da Almirante nega conflito de interesses na compra da SAF do Vasco e garante projeto sólido
Mário Junqueira, presidente da Almirante Participações, afirma que a compra da SAF do Vasco não apresenta irregularidades e promete um projeto de crescimento consistente para o clube.
Mário Junqueira, sócio e presidente da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., negou que haja conflito de interesses na aquisição da SAF do Vasco pela empresa, cujo proprietário é Marcos Lamacchia, enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A declaração foi feita em entrevista antes do duelo entre Vasco e Palmeiras pela semifinal da Copa do Brasil, em São Paulo.
Junqueira reforçou que não existem irregularidades e que a empresa está comprometida com um projeto estruturado para o clube. "Nós já respondemos tudo que foi solicitado. Não há conflito de interesses. A Almirante é do Marcos Lamacchia e minha, eu vou administrar e esse é o projeto", afirmou.
Ele também explicou a escolha pela escalação do time misto no confronto anterior contra o Flamengo, indicando respeito à decisão técnica e afastando qualquer intenção de manipulação para beneficiar o Palmeiras. "Se fosse algo pensado para ajudar o Palmeiras, entrava com força máxima contra o Flamengo. Mas não. Respeitamos a decisão do técnico", disse.
Expectativa para o futuro do Vasco
O presidente destacou que a Almirante possui CNPJ regular e transparência, diferentemente de outras operações no futebol. "Não é uma 777, que você não sabia nem quem era o dono. Este projeto você vai ter a quem cobrar. Vai pegar base, CT, é um projeto que dá um crescimento constante e consistente para o time se tornar campeão e voltar a ser o gigante que o Vasco merece ser", afirmou.
Visão da diretoria do Vasco
O presidente do Vasco, Pedrinho, também se manifestou sobre o processo de venda da SAF ao grupo, que foi aprovado pelos sócios no dia 23 de outubro, com a transferência de 90% das ações do futebol para a Almirante. Ele descartou qualquer possibilidade de bloqueio por parte dos órgãos reguladores e ressaltou a transparência e respaldo jurídico do negócio.
Pedrinho destacou ainda que acusações de manipulação de resultados não condizem com a realidade do clube e dos profissionais envolvidos. "Desde um empréstimo feito dentro do plano de recuperação judicial, como que eu pegaria um empréstimo e entregaria um jogo? Isso seria agir de má-fé", declarou.
O processo segue em análise pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que apura eventual conflito envolvendo o Palmeiras, sem previsão para conclusão.
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