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São Paulo rebate ex-presidente Casares em processo e classifica defesa como 'desleal e traiçoeira'

Em resposta a ação judicial de Julio Casares, o São Paulo questiona alegações do ex-presidente sobre gestão temerária e destaca uso indevido do cartão corporativo durante sua administração.

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O São Paulo contestou judicialmente o processo movido pelo ex-presidente Julio Casares, que acusava o clube de "gestão temerária" e alegava ser vítima de uma "trama política". Na resposta, a defesa do clube qualificou as argumentações de Casares como "alucinações" e afirmou que ele tenta transferir a terceiros a responsabilidade pelos atos praticados durante seu mandato entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026.

Contestações e acusações detalhadas

Os advogados do São Paulo destacaram que Casares admitiu publicamente o uso do cartão corporativo do clube para despesas pessoais, incluindo gastos em vestuário e artigos de luxo, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas, medicamentos pessoais e até petshops. Além disso, o clube apontou movimentações financeiras de valores expressivos sem documentação adequada, fato que motivou ressalvas de auditorias independentes.

Internamente, a questão já foi tratada e resultou na expulsão de Casares do quadro associativo do São Paulo, mas ele segue sendo investigado nas esferas civil e criminal.

Contexto do processo e argumentos do ex-presidente

Casares entrou com o processo contra o São Paulo em 10 de setembro, negando as acusações de gestão temerária e alegando que a expulsão do clube decorre de uma articulação política contra ele. Sua defesa busca o reconhecimento da inexistência de gestão temerária, a anulação de qualquer responsabilidade com base na aprovação das contas entre 2021 e 2024, e a demonstração de boa-fé por meio da devolução dos valores gastos com o cartão corporativo.

O relatório da Comissão de Ética do clube citou aproximadamente R$ 7 milhões em saques cujos documentos não comprovam adequadamente a origem, a finalidade e o destino | desses recursos. Julio Casares argumenta que tais valores referem-se a pagamentos de premiações a atletas, prestadores de serviço e despesas promocionais, afirmando que representam uma fração ínfima do total movimentado pelo São Paulo nesse período.

Impactos para o São Paulo

O clube reforça que as investigações internas e o julgamento associativo já estabeleceram as responsabilidades de Casares. A controvérsia se mantém na esfera judicial, cenário que poderá definir as consequências para o ex-presidente e consolidar ações relacionadas à transparência e governança no São Paulo.

Tags: Julio CasaresJustiça esportivaSão Paulogestão temerária

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