Venda de potencial construtivo financiou a reforma do estádio São Januário do Vasco
A modernização do estádio São Januário ocorreu por meio da venda do potencial construtivo, um mecanismo que permite arrecadar recursos para reformas através da transferência de direitos de construção.
O debate atual sobre a utilização da venda de potencial construtivo para financiar reformas em estádios tem como antecedente a experiência do Vasco da Gama com a modernização de seu estádio, São Januário.
A venda de potencial construtivo é um mecanismo previsto pelas regras urbanísticas do Rio de Janeiro que permite a um proprietário vender o direito de construir além do limite estabelecido em seu terreno para outras áreas da cidade. Na prática, isso gera receita que pode ser aplicada em melhorias e reformas da infraestrutura original.
No caso do Vasco, o clube passou por esse processo para modernizar São Januário, seu estádio histórico localizado no bairro de São Cristóvão, considerada uma construção de grande importância histórica e reconhecida por lei como patrimônio cultural e esportivo.
Embora os detalhes específicos da operação financeira de São Januário não estejam explicitados no material acessado, sabe-se que o mecanismo permitiu arrecadar os recursos necessários para realizar obras que aprimoraram a estrutura do estádio, garantindo sua manutenção e modernização sem a necessidade de aporte exclusivo em dinheiro próprio.
O uso desse mesmo modelo está sendo proposto para o Estádio Manoel Schwartz, em Laranjeiras, sede do Fluminense, que busca financiamento para a reforma do estádio e do centro de treinamentos através da criação de uma Operação Urbana Consorciada (OUC). Esse projeto prevê a venda de potencial construtivo de até 103 mil metros quadrados, priorizando áreas receptoras na Zona Oeste, com investimentos estimados em até R$ 300 milhões e prazo de conclusão de até 10 anos.
Assim, a venda do potencial construtivo se apresenta como uma alternativa estratégica para clubes que possuem patrimônio imobiliário valioso e desejam financiar grandes reformas sem comprometer suas finanças diretas, destacando-se como um modelo utilizado pelo Vasco para reformar São Januário e agora em análise para outras iniciativas esportivas na cidade do Rio de Janeiro.
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