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Botafogo aguarda aprovação da recuperação judicial para concluir venda da SAF à GDA

Clube Social do Botafogo detém 99% das ações da SAF e a transferência à empresa GDA depende da aprovação do plano de recuperação judicial pela Assembleia Geral dos Credores.

Clube Social passou a ser dono de 99% das ações da SAF Botafogo
Clube Social passou a ser dono de 99% das ações da SAF Botafogo

O Botafogo passou a contar com o Clube Social como detentor de 99,18% das ações da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que abriu caminho para a venda da SAF à empresa GDA, do mexicano Gabriel de Alba. No entanto, a finalização dessa transferência está condicionada à aprovação do plano de recuperação judicial (RJ) da SAF, uma etapa essencial para garantir a segurança jurídica do negócio.

Passos para a venda da SAF

A GDA já participa como investidora da SAF Botafogo desde antes da transferência formal das ações, respaldada por um acordo vinculante firmado em junho de 2026. Todavia, a conclusão da venda dependerá da aprovação do plano de pagamento das dívidas em reunião da Assembleia Geral dos Credores (AGC), prevista ainda para este ano.

O CEO da SAF, Eduardo Iglesias, está conduzindo as negociações principais, incluindo acordos preliminares fechados com a Major League Soccer (MLS) e o clube Ludogorets para regularização das dívidas referentes à antiga gestão.

Plano coletivo e votação dos credores

Além da RJ, o Botafogo apresentou um plano coletivo para quitação dos débitos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da CBF responsável pelo julgamento de conflitos no futebol brasileiro.

Esse plano depende da aprovação dos credores e, se aceito, deve ser incorporado ao plano judicial como uma subclasse. Para avanço na recuperação judicial, é necessária a aprovação superior a 51% dos votos dos credores na AGC.

Aspectos da transferência e investimentos

Com o domínio majoritário do Clube Social, a venda da SAF para a GDA poderá ser executada por meio de simples contrato de compra e venda, uma vez que minoritários como a Eagle possuem menos de 1% das ações e não impactam mais inibição da transação.

A negociação será feita por valor simbólico, dado que a GDA já investiu cerca de US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) ao longo dos meses anteriores a outubro de 2026 e solicitou autorização para novos aportes.

Há possibilidade de que o contrato passe pela aprovação do Conselho e dos sócios do Botafogo, mas tal decisão ainda está em análise pelos departamentos jurídicos envolvidos, que trabalham na atualização do acordo de acionistas.

Comunicação e perspectiva dos envolvidos

Apesar da demora no processo, a direção do clube encara o prazo com normalidade. Gabriel de Alba, que já visitou o Brasil e acompanha de perto a situação, mantém contato diário com o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, e com Eduardo Iglesias para alinhamento das ações.

Tags: BotafogoGDAGabriel de AlbaSAFrecuperação judicial

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